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Clima

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

 
     

Expedição Criosfera leva módulo científico brasileiro para o interior da Antártica

  

No dia 26 de outubro a UFRGS recebe o módulo no Campus Vale.

  


Por Flávia Moraes - Centro Polar e Climático

O Centro Polar e Climático (CPC), localizado no Campus Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), recebe no próximo dia 26 de outubro o Módulo Criosfera 1. A estação passa pela capital gaúcha para receber os últimos equipamentos e dispositivos antes de seguir para o seu destino final, a Antártica, onde será instalada pelos pesquisadores brasileiros. A Expedição Criosfera, que acontece de 10 de dezembro de 2011 a 25 de janeiro de 2012, é coordenada pela UFRGS através do professor Jefferson Cardia Simões (diretor do CPC). A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), representada pelo professor Dr. Heitor Evangelista, está encarregada da coordenação da estação.

A novidade desta expedição é a instalação do primeiro módulo científico brasileiro no interior do continente antártico, 2500 quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ou seja, a distância Ferraz – Criosfera 1 é maior do que a distância entre a cidade do Rio de Janeiro e Belém do Pará (2450 km). A posição geográfica do módulo no meio do manto de gelo antártico é 84°00’S, 84°07’W, aproximadamente a 670 quilômetros de distância do Pólo Sul geográfico.

O grupo interdisciplinar conta com 17 pesquisadores, dos quais apenas dois não são brasileiros. Do total, quatro cientistas são da UFRGS e integram a equipe do CPC. As outras instituições nacionais que participam da expedição são: a UERJ, a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), a Universidade Federal Fluminense (UFF), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Observatório Nacional (ON).

Atividades na Antártica – Os pesquisadores vão investigar sobre a química da atmosfera, glaciologia, geofísica e climatologia. Entre as pesquisas, destacam os estudos sobre o transporte de poluentes da América do Sul para o centro da Antártica. Em especial, nossos
cientistas estão interessados em saber se já existem sinais no continente gelado da poluição atmosférica causada pelas queimadas no Brasil. Para isso, o módulo Criosfera 1, amostrará continuamente o ar, coletando tanto gases como micropartículas sólidas, por exemplo, a fuligem decorrente da queima de biomassa e de hidrocarbonetos.

A equipe também vai realizar uma perfuração do gelo (de aproximadamente 150 m) para desvendar a história ambiental ao longo dos últimos 500 anos. Este estudo serve como referência às amostras da atmosfera atual coletadas pelo Criosfera 1. Também permite a
integração do país em programas internacionais como o IPICS (International Partnership on Ice Core Sciences – http://www.pages-igbp.org/ipics/) que propõe a reconstrução com alta resolução do clima do planeta ao longo dos últimos 2000 anos.

Centro Polar e Climático/EcoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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