Untitled Document
Boa noite, 12 de jun
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Denúncia

Quarta-feira, 24 de Março de 2010

 
     

Biguás aparecem mortos na orla do Guaíba, em Porto Alegre

  

Historiador que encontrou os animais e biólogo tentaram inutilmente alertar órgãos ambientais, que ainda não foram ao local investigar o caso. A suspeita é de envenenamento por algum produto despejado na água.

  

Cássio Rabuske da Silva    
Não se sabe ainda a causa dos óbitos das aves


Sete biguás ((Phalacrocorax brasilianus) foram encontrados mortos na orla do Guaíba (foto) pelo historiador Cássio Rabuske da Silva, no rinal da tarde de sábado (20/03). "Estavamos, eu e minha companheira, em nosso passeio diário pela orla, quando percebemos a ausência dos típicos pássaros que dão ainda mais magia ao famoso pôr-do-sol do Guaíba. Foi então que vimos os sete biguás mortos. E é provável que existam mais, pois o rio estava mais turbulento que o normal, devido às chuvas. Como o sol já havia se posto, tornou-se dificil uma boa visualização. O odor advindo do rio também estava mais intenso que o comum", conta o historiador, que fotografou as aves mortas.
 
No dia seguinte os dois retornaram ao local e também encontraram peixes mortos, alguns de grande porte, inclusive. "Avistamos somente dois biguás vivos, voando de um lado ao outro do rio", diz Cássio. Teve início então uma mal-sucedida - até agora - peregrinação por órgãos ambientais, na procura de alguém que investigue o que está acontecendo com os pássaros. O biólogo  Christiano Rovedder, informado pelo amigo historiador, procurou a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), onde recebeu a resposta de que o assunto seria da competência da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam), por se tratar de área urbana da capital.
 
"Me passaram para quatro funcionários diferentes quando liguei para SMAM", conta o biólogo, que só conseguiu fazer a denúncia quando telefonou para o celular de uma colega  que trabalha na secretaria. "Caso não conhecesse ninguém do órgão, a denúncia não teria sido realizada", lamenta Rovedder, que aguarda uma resposta ao seu pedido de investigação do caso.
 
O fato serve para alertar sobre a dificuldade que é ser atendido nos órgãos ambientais para uma denúncia ou uma emergência. Cássio conta que meses atrás fez contato com a Fepam para noticiar o aparecimento de filhotes de um animal nativo que tinha sobrevivido ao ataque de um cão. Como o caso ocorreu em Viamão, cidade vizinha a Porto Alegre, disseram que o assunto deveria ser encaimhado à Secretaria de Meio Ambiente de Viamão. Nem telefone da secretaria eles encontraram, apenas uma nota no site da prefeitura de Viamão informando da existência SMA.
 
Ligaram novamente para a Fepam e então foram aconselhados a procurar o Ibama, na capital. que repassou o problema ao Instituto Palmira Gobbi (de proteção aos animais) que estava lotado. Cásso relata que quando falou em "Lobo Guará" para a telefonista do Ibama, ao ligar novamente, ouviu dela um "que bicho é esse?".... Também desta vez, somente através de contatos conhecidos dentro do órgão, adquiridos com alunos do curso de Biologia dá PUCRS, conseguiram dar prosseguimento ao caso.

"É precaria a situação para aqueles que visam fazer alguma denúncia de casos envolvendo animais nativos em nosso Estado. Nossos órgãos de meio ambiente não estão nem um pouco conectados, não dalogam, e sempre procuram tirar o corpo fora", desabafa Cássio.

No caso dos biguás, ele alerta que o número de pássaros mortos é muito alto para que o motivo dos óbitos tenha sido algum objeto brilhante ingerido, como acontece às vezes. Uma suspeita é o envenenamento por algum produto despejado na água. "Algum órgão de meio ambiente deve avaliar imediatamente o caso, e o quanto antes. Os animais ainda estão lá",avisa o historiador.
EcoAgência

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008