Untitled Document
Bom dia, 28 de set
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Aquecimento Global

Sexta-feira, 26 de Março de 2010

 
     

“Hora do Planeta” nasceu no Fórum Mundial de Nairóbi

  

No total, 126 países e territórios e milhões de cidadãos e cidadãs deverão desligar as luzes de monumentos, ruas e avenidas e de suas casas, neste sábado (27), das 20h30min às 21h30min.

  

Quarta edição da "Hora do Planeta" ocorre neste sábado


Por Renato Gianuca, Especial para a EcoAgência

O movimento ambientalista mundial celebra neste sábado, 27 de Março de 2010, a quarta edição da “Hora do Planeta”. Neste ano, serão 126 países e territórios e milhões de cidadãos e cidadãs que deverão desligar as luzes de monumentos, ruas e avenidas e de suas casas. No horário brasileiro, o apagão contra o aquecimento global acontece das 20h30min às 21h30min.

Em Porto Alegre, pelo menos oito espaços públicos ficarão sem luz durante uma hora, neste sábado: o Viaduto da Borges de Medeiros, a Praça da Alfândega,  o Monumento do Laçador, o Largo dos Açorianos, o Monumento a Júlio de Castilhos, o Monumento do Expedicionário, a Fonte Talavera em frente à Prefeitura da Capital e a estátua de Bento Gonçalves.

Alguns mais céticos até poderão dizer que em alguns destes pontos da Capital gaúcha a escuridão dura dias e até meses, sendo desnecessária esta mobilização global. Mas não importa. O fato concreto é que esta mobilização, pela sua dimensão, deverá despertar uma vez mais as consciências dos cidadãos do mundo para os fenômenos associados às mudanças climáticas, em particular o aquecimento global.

Se hoje em dia este movimento ambientalista ganha todo este espaço na grande mídia corporativa, afinal:  como começou tudo isso?

É preciso recuar no tempo. E lembrar  do final de janeiro e começo de fevereiro de 2007. Naquele ano, em Nairóbi, a capital do Quênia, durante os debates, seminários e oficinas do Fórum Social Mundial (FSM), foi tirada uma resolução de várias ONGs ambientalistas, unidas em torno da Alliance for the Planet.

Era um apelo a todos os cidadãos e cidadãs do mundo,  preocupados com os fenômenos das mudanças climáticas. A idéia original era: um corte de energia elétrica de apenas cinco minutos, no dia 1º de Fevereiro de 2007, em todo o Planeta, para chamar a atenção dos políticos e dirigentes mundiais sobre o problema.

A proposta da Aliança pelo Planeta era a de colocar as mudanças climáticas no centro da agenda política global. A data escolhida referia-se ao dia em que, em Paris, seria anunciado o novo relatório das Nações Unidas sobre o aquecimento global.
 
Dimensão e direção inesperadas
 
Quando a resolução da Aliança pelo Planeta foi aprovada no dia final do FSM de Nairóbi, este repórter já estava encerrando a cobertura do encontro para a EcoAgência de Notícias Ambientais. Ainda encontrei e conversei sobre a resolução com alguns ativistas no Aeroporto Internacional da capital do Quênia. E durante o vôo Nairóbi-Johannesburgo, procurei  rascunhar aquela que seria a matéria final de encerramento da cobertura do FSM de Nairóbi.

O título da matéria é “ONGs lançam apagão global contra o aquecimento da Terra”, e foi editada pela EcoAgência na manhã daquele dia Primeiro de Fevereiro de 2007. Ainda a tempo de chamar a atenção para um evento ambiental que estava nascendo naquela data e naquele momento.

A partir de 2007, ainda tímido, o evento, nos anos seguintes,  foi crescendo gradualmente, a partir do apoio recebido pela ONG World Wild Fund for Nature, a conhecida WWF.

Hoje em dia, a WWF é a principal responsável pelo evento. Que passou dos cinco minutos iniciais sonhados em Nairóbi para o abrangente “Hora do Planeta”. Em 2009, foram quatro mil cidades de 88 países que desligaram suas luzes durante uma hora.

Este ano, com a ampliação para 126 países e territórios comprometidos com o evento, é esperada a participação de um bilhão de pessoas.

Mas o que é a WWF? É a maior ONG ambiental do mundo, com cerca de cinco milhões de apoiadores distribuídos em 90 países. Fundada em 1961 na Suíça, onde mantém o seu quartel general, seus objetivos principais são a conservação e a restauração do meio ambiente. Suas principais fontes de renda provêm dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda..

Pela proximidade e intimidade da WWF com os grandes negócios, ela é acusada freqüentemente de “estar próxima demais” dos mega-empresários e suas corporações. De fato, a Coca Cola e o Wal Mart estão entre os co-patrocinadores desta edição da “Hora do Planeta”. Sinal dos tempos? Ou mero oportunismo de “marketing verde”?
Cabe a todos nós refletir sobre este ponto.

  
  
  Comentários
  
Roberto Giannoukas Sampaio - 28/03/10 - 10:42
Renato. Como de hábito gostei do teu artigo. Entendo, todavia, que a melhor reflexão não é de se saber quem apóia tal medida (se as empresa mencionadas). Mas sim conhecer a extensão de adesão ao movimento! O artigo é importante na medida em que coloca um data histórica, para conhecimento geral e, ao mesmo tempo, vê tal iniciativa estar se alastrando pelo mundo afora, ou seja, houve e há consciência de todos aqueles cidadãos e cidadãs do mundo preocupados com a divulgação da mensagem! Bom final de semana. roberto.
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008