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Sustentabilidade

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

 
     

Pesquisa mostra que empresas estão dando mais valor à sustentabilidade

  

64% de 3.344 executivos de diversos países dizem que estão racionalizando o uso da energia em suas companhias. 63% trabalham para reduzir os resíduos e 59% se preocupam com sua reputação com relação à sustentabilidade.

  

Carbono Brasil - Divulgação    


Por Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil

Levantamento com 3.344 executivos de diversos países destaca que 64% estão racionalizando o uso da energia em suas companhias, 63% trabalham para reduzir os resíduos e 59% se preocupam com sua reputação com relação à sustentabilidade

A sustentabilidade já é um assunto abordado pelo setor empresarial há um bom tempo, e uma nova pesquisa realizada pela consultoria McKinsey & Company Global com líderes corporativos afirma que esse conceito está se tornando uma parte cada vez mais estratégica e integrada às companhias, apesar de algumas dificuldades em adotar plenamente práticas de sustentabilidade.

Intitulada Sustainability’s Strategic Worth (Valor Estratégico da Sustentabilidade), a pesquisa foi realizada com base nas respostas de 3.344 representantes do setor corporativo de diversas regiões, indústrias, empresas e especialidades, e revelou que a principal razão pela qual os executivos buscam a sustentabilidade, com 43% dos votos, é alinhar esse conceito com suas metas, missões e valores empresariais. Em 2012, última edição da pesquisa, esse índice era de 30%.

Segundo a consultoria, nas últimas versões do estudo, a maioria dos respondentes, quando questionados sobre as razões das companhias para buscar a sustentabilidade, citava o corte de custos e a gestão da reputação das firmas.

Já na última edição, a gestão de reputação ficou em segundo lugar como a razão mais popular, citada por 36% dos executivos (em 2012 foram 35%), e o corte de custos ficou com 26%, uma grande redução em comparação com os 36% de 2012.

“Uma razão para a mudança pode ser os próprios líderes das companhias acreditarem que a questão é mais importante. Os CEOs estão duas vezes mais propensos que eram em 2012 a dizer que a sustentabilidade é sua principal prioridade. Uma parte maior de outros executivos também colocam a sustentabilidade como um dos três principais itens da agenda de seus CEOs”, elucidaram Sheila Bonini and Anne-Titia Bové, que desenvolveram a análise da pesquisa.

O número de CEOs que citaram a sustentabilidade como principal prioridade quase triplicou para 13% em 2014 com relação aos 5% de 2012. Contudo, o número de executivos líderes que citaram a sustentabilidade como uma das três principais prioridades caiu de 37% para 36% no mesmo período. O número de outros executivos que veem a sustentabilidade como uma das três principais prioridades aumentou de 24% para 32%.

Desafios

Bonini e Bové afirmaram também que, com a sustentabilidade aumentando em significância, entender todo o seu valor se tornou mais desafiador – em parte pelo fato de que, quanto mais as companhias priorizam a sustentabilidade, mais o conceito precisa ser integrado aos negócios, o que pode levar a mudanças no sistema produtivo.

Por exemplo, das 13 principais atividades de sustentabilidade elencadas pela McKinsey, 64% dos executivos disseram estar reduzindo o uso da energia em suas operações, 63% afirmaram diminuir os resíduos e 59% declararam gerir sua reputação corporativa em sustentabilidade.
 
“Essas ações foram citadas mais frequentemente em 2011 e 2012, e uma parcela maior de executivos agora identifica a gestão da reputação como uma atividade essencial”, observaram as analistas.

Mas outros itens, contudo, apresentaram uma implementação mais problemática. O relatório cita como exemplo a extensão do ciclo de vida dos produtos, que ainda deixa a desejar na maioria das empresas.

“Hoje, limitações de recursos estão criando preços e volatilidade sem precedentes nos mercados de recursos naturais. Ainda assim, os resultados indicam que a maioria das companhias sequer começaram a implementar estratégias que estendam a vida de seus produtos e consequentemente reduzam a dependência de recursos de uma forma significativa”, coloca o texto.

“De acordo com outra pesquisa nossa, há um enorme potencial de valor na melhor concepção e otimização de produtos para diversos ciclos de desmontagem e reutilização. Companhias visionárias deveriam começar a investir nesta integração desses produtos, para o benefício da sociedade e para seus resultados. Apenas com materiais, as companhias poderiam economizar possivelmente mais de US$ 1 trilhão por ano”, continua o documento.

Diferentes abordagens para práticas de sucesso

Para identificar práticas de sucesso na implementação da sustentabilidade como estratégia corporativa, Bonini e Bové apontaram quatro abordagens distintas para a organização das práticas sustentáveis: apoio dos líderes, foco em execução, orientação externa e integração profunda.

“A primeira abordagem é caracterizada por líderes ativamente engajados nas companhias, incentivos a funcionários e estratégias claras; a segunda, por uma abordagem clara, responsabilidade e compromisso dos gestores intermediários; a terceira, pelo uso de ideias externas, redes e relacionamentos, assim como o compromisso dos gestores intermediários; e a quarta, pelo incentivo a funcionários para um trabalho sustentável, foco em talentos e compromisso com a sustentabilidade de todos os níveis de gestão”, comentaram as analistas.

“Nossos líderes de sustentabilidade estão representados em cada uma dessas quatro abordagens, confirmando que não há uma única fórmula para o sucesso em sustentabilidade”, continuaram Bonini e Bové.

As autoras concluíram que, para ir em frente com a aplicação da sustentabilidade em toda a cadeia de produção, as empresas devem incluir em suas estratégias três ações: estender o ciclo de vida de seus produtos; buscar tecnologias que levem à melhoria dos índices de sustentabilidade; e focar nas estratégias de sustentabilidade que se quer adotar, como o desenvolvimento econômico ou mudanças de práticas de negócios, e depois dessa definição, desenvolver a estratégia com não mais de cinco prioridades claras e bem definidas.
 
Carbono Brasil - EcoAgência

  
  
  
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