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Alimentação

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2021

 
     

Governo dificulta continuidade de ação contra a fome em Porto Alegre

  

Mandado de reintegração de posse, de imóvel da União que será leiloado, foi cumprido hoje. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) saiu pacificamente e entregará as marmitas na calçada do endereço enquanto avisa os usuários do serviço sobre o novo local cedido, provisoriamente, por vizinhos

  

Alass Derivas/Deriva Jornalismo    
Governo Federal disse que hoje vende o imóvel, que fica na Avenida Azenha, em leilão


Por Eliege Fante - especial para a EcoAgência*

Hoje cedo, aconteceu a reintegração de posse do imóvel da União, que nos últimos 18 dias, abrigou uma Cozinha Solidária e entregou três mil marmitas. A ordem partiu da juíza Ana Maria Wickert Theisen, que no mandado expedido à tarde do feriado de 12 de outubro, solicitou o uso da força policial. O Superintendente de Patrimônio da União, que acompanhou a ação da Polícia Federal, disse que ainda hoje acontece o leilão de venda da área e que o dinheiro vai para o tesouro da União.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) do Rio Grande do Sul ocupou o prédio que estava sem uso e, portanto, sem função social na manhã do domingo 26 de setembro. O trabalho nesse período foi de conscientização para o problema da fome e mobilização da cidadania para a sua resolução: arrecadação dos alimentos; produção das refeições e muito trabalho voluntário. O MTST informa que continua ainda hoje com a entrega de marmitas na calçada do endereço do imóvel da União (Avenida Azenha, 1018) enquanto avisa os usuários do serviço sobre o desfecho da ocupação. Mas, a partir de amanhã, a Cozinha do MTST segue em outro local no mesmo bairro, o Azenha, que foi cedido, provisoriamente, pela vizinhança. E, ainda, o Movimento segue o diálogo com o Governo do Rio Grande do Sul na busca por um espaço definitivo.

Solidariedade

A última assembleia aberta da Cozinha Solidária da Azenha, nome da mobilização do MTST, aconteceu na noite dessa terça-feira (12). A reunião foi convocada com urgência a partir da publicação do mandado de reintegração de posse do terreno. A casa abandonada há anos recebeu a atenção da Justiça e do Estado depois que o Movimento e diversas pessoas e coletivos apoiadores passaram a cozinhar, se articular, dar vida ao local. Uma ação na luta contra a fome, que tem a solidariedade de tantas pessoas desde a comunidade da Azenha até de outras regiões. Foram mais de três mil marmitas entregues a quem tem fome, em Porto Alegre, em apenas 18 dias. "Queremos saber se o dinheiro deste imóvel será destinado à população ou se será mais um que vai parar em offshore em paraísos fiscais, enquanto o povo passa fome", disse Cláudia Ávila, coordenadora e advogada do MTST. Já são 26 cozinhas solidárias no país, criadas pelo Movimento em um ano e meio, devido agravamento da situação de fome, desde a pandemia da covid-19. O lema é: "Fazendo o que o governo não faz pelo direito à alimentação".

 

Mais informações:

https://apoia.se/cozinhasolidaria

@derivajornalismo

https://www.facebook.com/mtstbrasil

 



 

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