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Água

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2015

 
     

Coletivo em defesa da orla do Guaíba realiza atividades

  

O objetivo dos grupos é problematizar os projetos previstos para a área junto à população de Porto Alegre. Próximo encontro será sábado (17)

  

Maria Melgarejo    
Panfletagem em defesa da da orla


Por Débora Gallas - especial para a EcoAgência

Nessa segunda-feira (12), o coletivo A Cidade que Queremos – A Defesa da Orla, que reúne entidades e movimentos críticos às obras previstas pela Prefeitura de Porto Alegre para a revitalização da orla do Guaíba, realizou a primeira atividade conjunta. Representantes de grupos e entidades como Cais Mauá de Todos, Ocupa Cais Mauá, Rede Minha Porto Alegre, Defesa Pública da Alegria, Mobicidade, AGAPAN e MOGDEMA distribuíram panfletos informativos aos pedestres ao longo da Avenida Beira-Rio e conversaram sobre o projeto. O evento também contou com a presença de integrantes da Associação de Reciclagem Ecológica da Vila dos Papeleiros (AREVIPA).
 
O presidente da AGAPAN, Leonardo Melgarejo, observou que o aumento histórico do nível do Guaíba registrado nessa semana inviabilizou os serviços no terreno entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias iniciados pela Prefeitura na semana passada e evidenciou o risco de os futuros empreendimentos ficarem ilhados. De acordo com o Centro Integrado de Comando (CEIC) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e a MetSul Meteorologia, a cheia deste 12 de outubro de 2015 foi a maior desde 1967, atingindo níveis de 2,89m no Cais Mauá e 2,45m na Ilha da Pintada. Neste sentido, Melgarejo também destacou a importância do trabalho dos catadores, que prestam serviço gratuito à Prefeitura ao evitar o entupimento de esgotos, e criticou o fato de a revitalização proposta pela Prefeitura não contemplar o grupo.
 
Os integrantes do A Cidade que Queremos têm como bandeira comum a luta contra a especulação imobiliária na região da orla e defendem que a população de Porto Alegre precisa ser alertada sobre as irregularidades dos projetos que preveem uma ocupação elitizada e a gentrificação das áreas banhadas pelo Guaíba desde o Cais Mauá até o Pontal do Estaleiro. O grupo problematiza a  ausência de democracia nas decisões relativas à execução da obra através de atividades públicas, estimulando os processos participativos, que, conforme o coletivo identifica, são limitados nas instâncias oficiais.
 
O coletivo reúne-se novamente na sexta-feira (16), às 10 horas, na Sala Alberto Pasqualini da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (4º andar). A próxima atividade do grupo está marcada para 17 de outubro (sábado), a partir das 10 horas, durante a Aula Pública da Alimentação Saudável, no Parque da Redenção. Quem participar poderá levar materiais recicláveis aos catadores que estarão presentes.
 
A orla em obras
Desde o dia 6 de outubro, a Prefeitura executa obra de revitalização da orla do Guaíba a partir de projeto do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que prevê a instalação de áreas de lazer e atividades comerciais. Na primeira fase, a intervenção ocorre ao longo do trecho de 1.320 metros entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias, na avenida Beira-Rio. O projeto prevê intervenção até a foz do Arroio Cavalhada, na avenida Diário de Notícias, além da Praça Júlio Mesquita. Em 2012, Lerner foi contratado pela Prefeitura por "notório saber", e a ausência de licitação no processo foi contestada pelo Ministério Público. O consórcio Orla Mais Alegre, vencedor da licitação ocorrida em setembro passado, pretende realizar a obra com R$ 60.682.477,52. Os recursos são provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina (Corporação Andina de Fomento).
 

EcoAgência

  
  
  
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