Untitled Document
Bom dia, 24 de nov
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

 
     

Rio Grande do Sul apresenta diagnóstico das Feiras Agroecológicas do Estado

  

 O Estado possui 89 feiras ecológicas, sendo que 42 são exclusivamente de produtos orgânicos, e outras 47 trabalham com produtos mistos, mas encaminhando-se para serem totalmente ecológicas.

  


Por Juarez Tosi, para EcoAgência de Notícias

Estado considerado precursor do movimento ecológico, o Rio Grande do Sul começa a se orgulhar também da alimentação saudável oferecida à sua população. Um levantamento apresentado nesta quinta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, mostrou que os gaúchos possuem 89 feiras ecológicas, sendo que 42 são exclusivamente de produtos orgânicos, e outras 47 trabalham com produtos mistos, mas encaminhando-se para serem totalmente ecológicas.

O levantamento, realizado de forma colaborativa pela Emater/RS, Cooperativa Central dos Assentamentos do RS – COCEARGS, Centro Ecológico, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA, foi apresentado durante o seminário Diagnóstico das Feiras Agroecológicas/Orgânicas do Rio Grande do Sul, que lotou o auditório Ana Terra, da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre. O evento foi promovido pela Comissão da Produção Orgânica do RS (CPOrg/RS – MAPA), Centro Ecológico da Serra, Secretaria Estadual da Saúde, EMATER-RS, Cooperativa Central do Assentamentos no RS, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ) e Comissão de Segurança Urbana, Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Famílias envolvidas - Ao apresentar o diagnóstico, o representante da Emater/RS Ari Uriartt, mostrou que atualmente mais de 1.700 famílias estão diretamente envolvidas com o trabalho nas feiras do Estado, sendo que a maior parte são oriundas de assentados, agricultores familiares e quilombolas. 

A seguir mostrou os produtos mais comercializados. Entre as hortaliças, destacam-se alface, beterraba, cebolinha e chuchu, com 39 ocorrências, seguidas da alface crespa, repolho, couve manteiga e couve-flor. As frutas são laranja, bergamota, caqui, figo, pêssego, goiaba, lima, amora e banana. E, entre os produtos de lavoura estão aipim, batata doce, cebola, feijão e as espécies de abóbora. 

Pegada Ecológica - Outro dado interessante coletado pela pesquisa é sobre a origem dos produtos comercializados, que reflete a pegada ecológica. Somando-se os dois tipos de feiras, 40 produtos são oriundos do próprio município onde as feiras são realizadas. 

O integrante do Centro Ecológico do Litoral Norte, Laércio Meirelles, ao fazer um histórico do processo de criação das feiras agroecológicas no Rio Grande do Sul, lembrou que a primeira, criada em 1989, na Av. José Bonifácio (Bairro Bom Fim), em Porto Alegre, serviu como inspiração, inclusive para delegações de outros países. A Feira dos Agricultores Ecologistas, que completa neste domingo 25 anos, é hoje uma das maiores da capital gaúcha e a que melhor se encaixa no conceito de agroecologia e mercado (comercialização).

Ele lembrou, ainda, que entre as grandes vantagens das feiras agroecológicas estão a flexibilidade na comercialização, diversidade, um preço final mais acessível, e o fato dos consumidores receberem sempre produtos novos, já que eles são colhidos, no máximo, um dia antes de serem comercializados.

O seminário foi encerrado com uma mesa redonda, coordenada pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, em que, além dos técnicos de várias entidades e órgãos públicos, participaram feirantes e consumidores finais, mostrando a integração que há entre todo o elo da cadeia.  
 
EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008