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Agroecologia

Domingo, 21 de Setembro de 2014

 
     

Horticultores do Agreste são certificados como produtores agroecológicos

  

A consultoria tecnológica para a adequação aos critérios de produção orgânica exigidos pelo Mapa levou quase dois anos.

  

Ascom/Seplande    


Por Seplande - Alagoas

 Os produtores rurais de hortaliças do município de Palmeira dos Índios alcançaram um novo título ao elevar seu processo de produção agroecológica. Depois de quase dois anos de consultoria tecnológica para a adequação aos critérios de produção orgânica exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os agricultores recebem, no último dia 19, a Certificação Orgânica de Controle Social.

 
Coordenando as ações de adequação desde 2012, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Horticultura no Agreste diagnosticou que algumas das exigências feitas pelo Mapa não eram cumpridas pelos produtores. Uma vez detectados os problemas, o comitê gestor do APL buscou parceria junto ao Sebrae, que promoveu consultorias com o propósito de fazer os ajustes necessários para a produção de alimentos inteiramente orgânicos.
 
Dos 34 agricultores que participaram dos procedimentos de adequação, oito deles atingiram mais rapidamente os critérios técnicos demandados. Desse total, foram formados dois grupos de produtores orgânicos: o Caldeirão de Cima e o Indigenista Xucurus Kariris. Uma das condições exigidas é, justamente, a certificação de grupos, excluindo a participação individual de produtores.
 
Com todas as determinações requeridas alcançadas, foi dada entrada na solicitação de Crtificação Orgânica de Controle Social junto ao Mapa.
 
Depois de notificados, membros do Ministério estiveram em Palmeira dos Índios para fazer uma vistoria das hortaliças, que foram então certificadas como produção orgânica agroecológica, ou seja, como alimentos com procedência de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida do solo intacta.

Nesse cenário de comemorações, o gestor do APL de Horticultura, Humberto Sant’Anna, destaca que os ganhos não são apenas refrentes a questões socioambientais. “A produção de alimentos livres de agrotóxicos garante benefícios que ultrapassam o cuidado com o meio ambiente e com a saúde. Com o certificado em mãos, esses agricultores vão poder agregar em até 30% o valor de comercialização dos seus produtos”, destacou o gestor.

A previsão é que até o final de 2014 um novo grupo de produtores esteja adequado às exigências determinadas pela OCS e dê entrada no processo de certificação.

OCS – Coordenada pelo Ministério da Agricultura, a Organização de Controle Social pode ser formada por grupos, organizações e associações que estejam organizados e possuam entre si uma relação de confiança e comprometimento.

A venda dos alimentos precisa ser direta, sem intermédio de terceiros na comercialização entre produtores e consumidores finais. Cada membro da Organização receberá também a Declaração de Cadastro de Produtor Vinculado à OCS. Assim, o produtor familiar poderá se identificar como orgânico através da apresentação da declaração de cadastro e do rótulo de seus produtos.
Seplande - EcoAgência

  
  
  
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