Untitled Document
Boa noite, 21 de nov
Untitled Document
Untitled Document
  
EcoAgência > Notícia
   
Transgênicos

Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2014

 
     

China rejeita novo carregamento de milho transgênico dos EUA

  

 A medida segue a rejeição de mais 500 mil toneladas de milho dos EUA depois que autoridades encontraram a presença do MIR 162, variedade transgênica desenvolvida pela Syngenta que não foi aprovada pelo Ministério da Agricultura da China.

  


Por Correio do Brasil

A China rejeitou um novo carregamento de cerca de 2 mil toneladas de grãos secos de destilaria (DDGs, na sigla em inglês), um subproduto do milho, e mais rejeições são esperadas com Pequim impondo regras rígidas sobre variedades geneticamente modificadas não aprovadas no país, disseram operadores nesta manhã. O produto é usado para alimentação animal. A medida segue a rejeição de mais 500 mil toneladas de milho dos EUA depois que autoridades encontraram a presença do MIR 162, variedade transgênica desenvolvida pela Syngenta que não foi aprovada pelo Ministério da Agricultura da China.

– Os contêineres, que estão vedados por ora, foram rejeitados no porto de Xangai – disse um operador de uma trading local.

Outra fonte da indústria confirmou o volume. As autoridades de quarentena em Xangai declinaram comentar imediatamente o assunto. Traders consideram possível novas rejeições depois que a variedade, já aprovada para destinos como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, foi encontrada em cargas de milho para etanol. A China, principal importador de DDGs dos EUA, respondeu por mais de 40% das exportações norte-americanas do produto na temporada 2012/13.

Preocupações sobre possíveis rejeições pressionam a bolsa de Chicago (CBOT), porque os traders acreditam que será difícil mandar os carregamentos para outros destinos, que não costumam usar o produto na fabricação de ração.

Sincronia com Brasil
Enquanto degrada-se, rapidamente, a questão dos transgênicos com os EUA, a missão chinesa que circulou pelo Brasil na semana passada tinha interesse não apenas na verificação da saúde animal, mas também no sistema de regulamentação de transgênicos no país. Cientes da importância do Brasil nas exportações de grãos, os chineses querem um caminho seguro da produção ao seu mercado.
Eles cobram uma sincronia entre as aprovações de novas tecnologias no país de origem e na China. Isso evitaria atrasos na entrada desses produtos no país. A China atualmente está recusando um milho produzido nos Estados Unidos porque não autorizou a tecnologia utilizada por uma empresa europeia de sementes. O resultado é que dez navios estão no mar com esse tipo de milho e proibidos de chegar aos portos da China. Esse milho já está aprovado no Brasil desde 2009.

O próprio Brasil teve um caso recente de recusa pelos chineses. Uma nova variedade de soja da Monsanto, a Intacta RR2, aprovada no país desde agosto de 2010, só teve a aprovação dos chineses em junho deste ano. Um dos pontos básicos das discussões, portanto, e que consta no “Plano Estratégico para o Fortalecimento da Cooperação Agrícola”, assinado pelos dois países em junho, é o sistema regulatório de transgênicos.

No início de janeiro, brasileiros e chineses se reunirão no Brasil para discutir questões bilaterais relacionadas a produtos de biotecnologia agrícola. O grupo de estudos dos dois países quer também fortalecer a cooperação e o intercâmbio de conhecimento em ciências e tecnologia. A China deverá ficar cada vez mais dependente da importação de grãos do Brasil, inclusive de milho, cujas exportações vêm aumentando.

As exportações brasileiras de milho, após terem atingido 19,8 milhões de toneladas no ano passado, subirão para 26,0 milhões neste ano.
A China, que ainda tem participação insignificante nas compras de milho no Brasil, deverá aumentar as importações após a assinatura do acordo fitossanitário entre os dois países. Essa exigência de sincronia dos chineses vai exigir uma previsibilidade maior dos órgãos que aprovam a biotecnologia no Brasil.
Correio do Brasil - EcoAgência

  
  
  
Untitled Document
Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
Mais Lidas
  
Untitled Document
 
 
 
  
  
  Untitled Document
 
 
Portal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul - Todos os Direitos reservados - 2008