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Direitos Humanos

Quinta-feira, 26 de Agosto de 2021

 
     

Povo Arara da TI Cachoeira Seca vai a Brasília denunciar consequências da construção de Belo Monte

  

A visita ocorre na sequência da mobilização indígena nacional “Luta pela Vida”, que está reunindo, desde 22 de agosto, mais de seis mil indígenas em Brasília

  


Por Associação Kowit/Instituto Maíra

O povo Arara da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca estará em Brasília a partir da próxima segunda-feira (30), para se reunir com parlamentares, representantes de embaixadas e de organismos internacionais que defendem os direitos humanos. A viagem ocorre no âmbito da campanha Guardiões do Iriri e tem o objetivo de denunciar as violações que sofrem na TI há mais de 30 anos e obter apoio.

A visita ocorre na sequência da mobilização indígena nacional “Luta pela Vida”, que está reunindo, desde 22 de agosto, mais de seis mil indígenas. Os representantes dos mais de 120 povos originários estão em vigília aguardando a rejeição da tese do Marco Temporal pelo Supremo Tribunal Federal.

A situação alarmante colocada sobre o povo Arara se deve, principalmente, aos impactos da chegada da Rodovia Transamazônica (BR 230) e da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, com consequente aumento da especulação imobiliária, grilagem de terras e incremento de atividades ilegais de extração mineral e madeireira. 

Apesar da homologação e demarcação da reserva, determinadas em 2016 pelo Governo Federal, mais de 1.200 famílias não indígenas ocupam o território, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). De forma irregular, tem ocorrido loteamento e venda de terras dentro da TI.

Contexto  

A TI Cachoeira Seca abrange uma área de mais de 730 mil hectares no Pará, mais especificamente na região do Médio Xingu, e abriga uma das maiores biodiversidades da Amazônia.

Desde o primeiro contato, em 1987, os Arara da TI Cachoeira Seca têm a violência e a devastação como marcas. Infelizmente, a Cachoeira Seca é a terra indígena mais desmatada do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 2008 e 2020, a TI perdeu um total de 367,9 Km² de floresta. Devastação que corresponde a uma área maior do que a cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais (331,3 Km²).

Campanha

Diante da situação, contando com o apoio de diversas organizações nacionais e internacionais, os Arara da TI Cachoeira Seca lançaram, em março, a campanha "Guardiões do Iriri" com o objetivo de construir um grande pacto de paz na região, dando um basta na violência. Eles buscam construir uma rede de apoio para defender a floresta amazônica e pressionar as autoridades públicas para que seja realizada a retirada de todos os não indígenas da TI.

 

 

 

Associação Kowit/Instituto Maíra - EcoAgência

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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