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Mudanças Climáticas

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2021

 
     

Evento expõe múltiplos olhares sobre os impactos climáticos na Amazônia

  

Ciclo de palestras online da Rede Conexões Amazônicas começa hoje com destaque para a crise climática

  

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Por Eloisa Beling Loose - especial para a EcoAgência

A diversidade de saberes sobre a relação entre clima e Amazônia marcou a estreia do ciclo de palestras promovido pela Rede Conexões Amazônicas. Como foi repetido pelos diferentes cientistas convidados para o primeiro painel, a intensificação das mudanças climáticas é, ao mesmo tempo, causa e consequência da destruição da floresta amazônica.

O pesquisador do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Filipe Lindau iniciou o painel explicando as interferências existentes entre ambiente, clima e sociedade. O cientista destacou que o carbono estocado na floresta, como biomassa, está sendo liberado em razão das queimadas, que servem para ampliar áreas de pastagem e cultivo. Esse cenário intensifica as mudanças climáticas, gerando eventos de seca extrema e, assim, favorecendo a ocorrência de mais queimadas.

Já a bióloga Kauane Bordin tratou dos impactos causados pelas mudanças climáticas nas árvores da floresta amazônica. Bordin explicou que as florestas tropicais desempenham um papel fundamental na ciclagem global de carbono, atuando como sumidouros de carbono no planeta. Contudo, a crise climática tem alterado os regimes de chuva e a temperatura, o que tem contribuído para a mortalidade de árvores na Amazônia e reduzido sua capacidade de capturar carbono. “Conservar a floresta amazônica é extremamente necessário e urgente para proteger a biodiversidade e permitir que haja captura do carbono”, assinala.

Sly Wongchuig, pós-doutorando no Instituto de Geociências e Ambiente da Universidade de Grenoble Alpes, na França, sublinhou que a perda da floresta amazônica modifica o ciclo hidrológico regional, o que leva a uma diminuição significativa da precipitação na Amazônia da região andina.

Sob a perspectiva da Sociologia, Júlia Menin lembrou que a questão climática ainda é pouco estudada pelas Ciências Sociais e Humanas. A socióloga apresentou como os eventos extremos, agravados pelas mudanças climáticas, já afetam alimentação, mobilidade, estrutura das moradias, práticas agrícolas, dentre outros aspectos do modo de vida dos ribeirinhos.

A Rede

“Amazônia Interdisciplinar” (http://conexoesamazonicas.org/amazonia-interdisciplinar-2021/) é o nome do ciclo de palestras online, composto por três painéis, que está sendo realizado pelo canal do YouTube da Rede Conexões Amazônicas. O foco é debater aspectos biológicos, físicos e sociais da Amazônia, de modo a revelar os múltiplos olhares de pesquisa que atravessam esse grande tema. O evento iniciou hoje, com destaque para as mudanças do clima, mas terá outros dois encontros nos dias 14 de outubro e 18 de novembro, sempre às 16h. Além disso, as discussões podem ser revistas no canal da Rede (https://www.youtube.com/watch?v=m2kVA87gCME) a qualquer momento depois da transmissão ao vivo.

A Rede Conexões Amazônicas foi criada em 2019, a partir de um evento de divulgação científica na UFRGS que teve como finalidade colocar em contato pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento que estudavam a Amazônia e ampliar o diálogo interdisciplinar. Tal iniciativa derivou em um blog de popularização da ciência (http://conexoesamazonicas.org/) e segue crescendo, sendo este ciclo de palestras mais uma ação dessa rede.

 

 

 

 

EcoAgência

  
  
  
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