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Agricultura familiar

Segunda-feira, 02 de Setembro de 2019

 
     

Guardiões de sementes resistem e favorecem trocas na Expointer

  

Coletivo de Guardiões possibilitou a troca comercialização de mais de 200 variedades de sementes, como de milho, araruta, feijão, arroz, plantas medicinais e ornamentais.

  

Adriane Bertoglio Rodrigues/EcoAgência    
Segundo Encontro de Sementeiros Crioulos do Pavilhão da Agricultura Familiar


Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para a Ecoagência de Notícias

A procura por sementes crioulas aumenta a cada ano durante a Expointer, em especial junto às bancas do Pavilhão da Agricultura Familiar. Por isso, um coletivo de guardiões de sementes tem promovido trocas e venda de sementes e plantas bioativas e nativas. Neste ano, no Segundo Encontro de Sementeiros Crioulos do Pavilhão da Agricultura Familiar, realizado no domingo (01/09), durante a 42ª Expointer, foram trocadas e comercializadas mais de 200 variedades de sementes, como de milho, araruta, feijão, arroz, plantas medicinais e ornamentais e, como destaque, de mandioca comestível, produzida em Mostardas, e que pode ser comida crua.

Rafael Quiroga, da Cooperativa Agroecológica Nacional Terra e Vida (Conaterra), da Rede BioNatur Sementes Agroecológicas, de Candiota; Tadeu Cardoso, da Cooperativa dos Povos Tradicionais de Mostardas (Cooptram); Amilton Munari, da Associação Içara de Maquiné; Marlete Sornberger, guardiã de Sementes de XV de Novembro; e Sadi Giacomin, guardião de Sementes de Dois Lajeados, participaram do Encontro, “que não consta da programação oficial da feira, mas acontece em paralelo, por serem admiradores das sementes e acreditarem na força que elas têm”, destaca o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Rodrigo Sasso, que acompanhou o encontro.

O agricultor Munari, de Maquiné, participa do Pavilhão da Agricultura Familiar desde a primeira edição, quando foi apresentada a semente de Açaí Juçara. Segundo ele, “tem crescido muito a procura por sementes, principalmente de milho, Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), medicinais, mas as crioulas s]ao sempre destaque como inovadoras da Expointer”, diz, ao lembrar que o suco de palma ou cactos também chama a atenção.

Sasso ressalta as mais de 40 variedades de milho, com muitos agricultores voltando para a Expointer para fazer a troca de sementes que eles adquiriram há anos, e cita a crescente atuação da Bionatur junto aos assentamentos da reforma agrária, que além da produção de arroz base ecológica passam a produção hortaliças.

“No encontro percebemos ser unânime a crítica ao risco iminente das sementes com a expansão do agronegócio, restando um espaço residual nas feiras e nas comunidades, que ameaça a resistência e a manutenção dos agricultores guardiões de sementes, por isso, para esses produtores, participar da Expointer é um momento de reafirmar e valorizar essa participação e a biodiversidade”, avalia Sasso, ao defender para a próxima Expointer um espaço dedicado aos agricultores produtores e guardiões de sementes e mudas crioulas e nativas.
EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  
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