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Aquecimento Global

Terça-feira, 05 de Maio de 2015

 
     

Uma em cada seis espécies poderá ser extinta pela mudança climática

  

Estudo publicado pela revista Science mostra que se as emissões de carbono se mantiverem no ritmo atual, as temperaturas da terra poderão subir 4 graus até o ano de 2100

  

Gorila das Montanhas é um dos animais ameaçados de extinção


Por Juarez Tosi, para EcoAgência de Notícias

Não é de hoje que os cientistas, coordenados pelo Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), alertam sobre os riscos que o provável aquecimento global poderá causar às populações e ao meio ambiente. No entanto, quase nenhuma medida concreta ainda foi tomada, principalmente pelos principais causadores do efeito estufa, no sentido de tentar resolver esse sério problema global. Agora, porém, um novo alerta foi lançado pelos cientistas.

Um estudo recente, publicado pela revista Science, mostra que se as emissões de carbono se mantiverem no ritmo atual, as temperaturas da terra poderão subir 4 graus até o ano de 2100, com a extinção de uma em cada seis espécies de animais e vegetais existentes no planeta. Se as temperaturas subirem 2 graus no futuro em comparação com o período pré-industrial, o risco de extinção global vai subir dos 2,8% atuais para 5,2%.


O trabalho foi dirigido pelo pesquisador Mark Urban, da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, ao analisar dados de 131 trabalhos científicos sobre as ameaças de extinção pela mudança climática. O estudo mostra ainda que os riscos são maiores na América do Sul, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com as conclusões de Urban, a cada grau que a temperatura aumenta, a taxa de perda da biodiversidade acelera.


Urban alertou que se o mundo não se unir e controlar as emissões de gases de efeito estufa e nós permitirmos que a Terra se aqueça consideravelmente, vamos enfrentar uma perda potencial de uma em cada seis espécies. "Muitas espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele", enfatizou ele.


Já o professor da Universidade do Arizona, John J. Wiens, ao analisar a pesquisa, traçou um quadro ainda mais grave. Segundo ele, o risco de extinção devido a alterações climáticas pode ser ainda maior do que 16%, já que a maioria dos estudos analisados foram da Europa e América do Norte, onde os riscos de extinção são menores. "Na América do Sul, o risco de extinção foi estimado em 23%", complementou.


Pensando na conferência internacional sobre o clima, que vai ocorrer em Paris, em dezembro, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, destacou que há pouco tempo para evitar consequências graves para o planeta. “Os dados científicos são claros, o clima já está mudando e a atividade humana é a principal causa desta evolução", disse.

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

  
  
  
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