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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

 
     

Apoie o projeto Cidade da Bicicleta

  

Temos ainda um dia para apoiar. Se a meta não for atingida o recurso será devolvido aos doadores. Ajude a recuperar esse espaço importante para os ciclistas de Porto Alegre: participe da campanha no Catarse!

  

Reprodução    


Por Lívia Araújo

Eles recusaram o dinheiro da Shell, uma das empresas mais poluidoras do mundo (cliquem aqui e apoiem a campanha do Greenpeace). E manifestaram as razões (aqui), por isso também merecem o nosso apoio. Para apoiar, clique aqui para ver como fazê-lo.

A Cidade da Bicicleta, oficina colaborativa e centro cultural que semeou ideias como a do Fórum Mundial da Bicicleta e ajudou a fortalecer a união dos usuários de bicicleta em Porto Alegre (RS) entre 2011 e 2013 pode estar de volta, depois de dois anos de hiato.

Depois de a prefeitura de Porto Alegre ceder um terreno público para a retomada da iniciativa, os voluntários responsáveis pela gestão do espaço estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse. A ideia é arrecadar recursos (um mínimo de R$ 30 mil) para a implantação de uma primeira fase de atividades com a volta imediata da Oficina Comunitária, que funcionará em um contêiner adaptado às necessidades da oficina. De acordo com o voluntário Cadu Carvalho, que também é membro da Mobicidade, o dinheiro cobrirá os custos da modificação no contêiner, a mão-de-obra básica dos arquitetos do escritório Mãos, a infraestrutura interna da oficina (com bancadas e ferramentas) e as despesas burocráticas de implantação da Cidade da Bicicleta. “Mesmo com esses recursos, recebemos o apoio da empresas Vagão Urbano e do escritório Mãos, que abateram uma parte do preço tanto do contêiner quanto do projeto arquitetônico”, conta.

As cotas de doação vão de R$ 15 a R$ 5 mil e incluem recompensas como o livro Nowtopia (do historiador e ativista Chris Carlsson, fundador da primeira massa crítica em São Francisco, nos Estados Unidos), bonés de ciclismo da LaBuena, revisões de bicicleta gratuitas e consultorias de mobilidade por bicicleta prestada a micro-empresas e empresas de maior porte. Como toda doação feita no Catarse, basta se cadastrar no site via Twitter ou Facebook e escolher uma das formas de pagamento. Vale lembrar que, se a campanha não atingir o mínimo estipulado, o dinheiro não é liberado e é devolvido aos doadores em forma de estorno bancário ou crédito para outras doações na plataforma.

O local
A nova Cidade da Bicicleta vai funcionar sob o viaduto da avenida Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre, ao lado da praça e da ponte dos Açorianos, um dos locais de maior importância histórica e parte da origem da capital gaúcha. Apesar de sua relevância, o local é subutilizado e não tem uma atenção administrativa que priorize a circulação de pedestres na região e seu uso variado.
O viaduto também fica a alguns metros do Largo Zumbi dos Palmares, tradicional ponto de partida das pedaladas da Massa Crítica, todas as últimas sextas-feiras do mês e que abriga uma feira livre às terças-feiras à tarde e aos sábados pela manhã.

O projeto completo
Cadu conta que, após a retomada da oficina que funcionará dentro do contêiner marítimo, a ideia é ir evoluindo a estrutura. “O projeto completo inclui um auditório aberto para confraternizações e palestras, hortas comunitárias, paraciclos, espaços para lazer, entre outros equipamentos”, diz. Essas segundas fases são necessárias para aproveitar todo o terreno destinado à proposta, que tem 674,50 m² e foi cedido pela prefeitura através de um Decreto Municipal (nº 18.682/2014).

A história
A Oficina Comunitária da Cidade da Bicicleta começou seu funcionamento no início de 2011, em um imóvel cedido no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Esse espaço foi ocupado durante cerca de dois anos, dentro do princípio “faça você mesmo”. Nesse tempo, a Oficina Comunitária foi mantida de forma cooperativa e autônoma, onde o compartilhamento e a troca de conhecimentos e informações sobre o concerto de bicicletas uniu pessoas ao desejo de pedalar. Qualquer pessoa que necessitasse de conhecimento para reparar bicicletas poderia aparecer na casa, assim como quem queria passar seus conhecimentos adiante. O espaço era mantido com doações espontâneas de seus voluntários e frequentadores, além da realização de eventos e festas cuja renda era revertida para a casa. Além da oficina, o local abrigou as sedes do Laboratório de Políticas Públicas (Lappus), da Mobicidade (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta), e foi lá que nasceram as duas primeiras edições do Fórum Mundial da Bicicleta e hospedou o incrível Festival Intergaláctico da Bicicleta.

Em junho de 2013, o imóvel foi devolvido a seus proprietários. A partir de então, frequentadores e voluntários passaram a tentar encontrar alternativas para abrigar a Oficina Comunitária, junto à iniciativa privada e ao poder público. Uma carta foi redigida e entregue ao prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), e ao ex-governador do estado, Tarso Genro (PT), com a reivindicação por um espaço público para a construção da Nova Cidade da Bicicleta, o que posteriormente resultou na cessão do espaço sob o viaduto da avenida Borges de Medeiros. Mais sobre os pormenores dessa história você pode ler aqui.

Festa de lançamento
No domingo, 26 de julho  a campanha de financiamento coletivo teve uma festa de lançamento em outro querido ponto de encontro dos ciclistas porto-alegrenses: o Vulp Bici Café (rua Bento Figueiredo, 78, em Porto Alegre). O evento arrecadou uma renda total de pouco mais de R$ 1.100,00, que será totalmente revertida para a campanha no Catarse.


 

Cidade da Bicicleta - EcoAgência

  
  
  
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