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Água

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

 
     

Governo avalia crise de água como “preocupante” e pede ajuda da população

  

Ministra do Meio Ambiente. Izabella Teixeira, considera "sensível" e "preocupante" o cenário de abastecimento de água no país

  

Wilson Dias/Agência Brasil    


Por Paulo Victor Chagas, repórter da Agência Brasil

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considera “sensível” e “preocupante” o cenário de abastecimento de água no país. Apesar da perspectiva de chuva para os próximos dez dias na região, o diagnóstico é que nunca se viu nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais (região metropolitana de Belo Horizonte) uma seca tão grande nos últimos 84 anos. Ela participou hoje de reunião, no Palácio do Planalto, com outros ministros, para discutir a situação dos reservatórios de água e as previsões de chuva.

Como resposta à situação, o governo prometeu fazer mais parcerias com os estados e criar uma campanha de conscientização para que a população passe a poupar água. Izabella Teixeira defendeu o acompanhamento da crise até o fim do período de chuvas, mas adiantou que o Ministério do Meio Ambiente iniciará uma ação mais “incisiva”, pedindo a colaboração das pessoas.

Ela disse que a reunião é feita semanalmente pelos técnicos do governo, e hoje foi ampliada, com a participação de representantes de sete ministérios, para nivelar a informação do que “está acontecendo”. Além de sua pasta, estiveram presentes os titulares da Casa Civil (Aloizio Mercadante), de Minas e Energia (Eduardo Braga), da Integração Nacional (Gilberto Occhi), do Desenvolvimento Agrário (Patrus Ananias) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Tereza Campello).

“Ano passado estávamos operando abaixo da mínima histórica. Agora nós estamos operando abaixo do ano passado. Está tendo uma vazão afluente muito aquém do que já foi registrado numa série histórica desde 1930”, informou Izabella Teixeira. De acordo com ela, além dos ministros, participaram representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, de órgãos metereorológicos e da Agência Nacional de Águas (ANA).

Das análises, foi possível prever um cenário de chuvas nos próximos dias. Segundo a ministra, há “uma sinalização de perspectiva de chuvas", mas é preciso avaliar, se a perspectiva se confirmar, o volume de água armazenado e se isso pode melhorar os níveis de abastecimento.

Esse monitoramento dos dados vai continuar, disse a ministra. O governo também vai apoiar estados e municípios, e acompanhar as demandas deles, já que o abastecimento da população não é competência do governo federal. Segundo Izabella, as parcerias dependem do que os estados vão apresentar como medidas emergenciais e de caráter estruturantes.

“Estamos apoiando o financiamento. Pode ter medidas emergenciais, por exemplo, como mudança de pontos de captação [de água] em rios para poder assegurar o abastecimento em municípios que captam diretamente, e isso requer financiamento de curto prazo muitas vezes. O governo poderá apoiar neste sentido”, acrescentou.

Além de destacar que o governo não vai medir esforços para auxiliar os projetos a serem apresentados pelos governadores e prefeitos, Izabella ressaltou que uma campanha sobre o uso correto da água está em discussão na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

“Viremos, sim, com informação, pedindo apoio da população. O Ministério do Meio Ambiente entrará com a proposta de trabalhar cada vez mais de racionalização do uso da água e Informações ao cidadão brasileiro”, concluiu.
Agência Brasil - EcoAgência

  
  
  
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