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Agronegócio

Segunda-feira, 09 de Março de 2015

 
     

Camponesas ocupam sede da Bunge, no entorno de Brasília

  

 A ocupação é para denunciar o modelo do agronegócio e capital estrangeiro na agricultura, que atenta à vida de milhares de mulheres.

  

Mídia Ninja    


Por Página do MST

Cerca de 800 mulheres camponesas, organizadas pela Via Campesina, ocupam desde o início da manhã desta segunda-feira (9), a multinacional Bunge, em Luziânia (BR 040- entorno de Brasília). O protesto denuncia o agronegócio e o seu modelo de desenvolvimento para o campo brasileiro.
 
“A Bunge é uma das transnacionais que representa o capital estrangeiro na agricultura e que atenta à vida de milhares de mulheres. Esse modelo não produz alimentos saudáveis, dificulta o acesso à terra das camponesas e está envenenando o povo brasileiro com o uso intensivo de agrotóxicos”, explica Lucimar Nascimento, integrante da direção nacional do MST.
 
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), levantados a partir da autodeclaração dos proprietários de terras entre 2003 e 2010, houve um aumento da concentração da terra e da improdutividade nesse período. Os dados apontam que mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários.
 
Além disso, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009. Uma pesquisa recente da Universidade de Brasília concluiu que, na hipótese mais otimista, 30% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são impróprios para o consumo somente por conta de contaminação por agrotóxicos.

“Nesse contexto, a comercialização de produtos transgênicos só aumenta o uso de agrotóxicos. Todos os transgênicos são somados a agrotóxicos, num pacote já patenteado por grandes empresas como a Bunge. O uso é tão intensivo que pesquisadores já encontraram contaminação de veneno agrícola até em leite materno, como aconteceu em Lucas do Rio Verde, no norte do Mato Grosso”, pontua Tábata Neves, coordenadora do Movimento Camponês Popular (MCP).

A ação faz parte da Jornada de Lutas das Mulheres Camponesas, que reivindica reforma agrária, moradia no campo e direitos previdenciários para as mulheres do campo. Além disso, a violência contra a mulher é destacada no conjunto das mobilizações.

“De acordo com os dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, entre as mulheres do campo e da floresta, 93,7% afirmaram ter sofrido de violência doméstica e familiar, na frequência de 64,6% diariamente, 17,3% semanalmente, 4,8% mensalmente, evidenciando um cotidiano marcado pela violência”, afirma Noeli Taborda, da direção do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).

Além das organizações citadas, participam da jornada no DF o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Levante Popular da Juventude e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

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