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Segunda-feira, 09 de Maio de 2016

 
     

Mais um vazamento de Dióxido de Cloro na Celulose Riograndense, em Guaíba/RS

  

Incidente atingiu atingiu 20 trabalhadores, que foram encaminhados ao Pronto Atendimento (PA) do Hospital Regional de Guaíba para “avaliação ambulatorial” e liberados cerca de 1 hora e meia depois

  

Reclama Guaíba – RS    


Por Ascom - Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA)

Na última quinta-feira, 5 de maio, por volta das 15h, ocorreu mais um vazamento de dióxido de cloro na planta de produção de celulose da CMPC, localizada na área urbana do município de Guaíba (dia 20 de maio de 2015 houve o primeiro vazamento de dióxido de cloro, após a quadruplicação da indústria, que se teve registros). O vazamento, conforme informações de nota emitida pelo site da empresa, atingiu 20 trabalhadores que foram encaminhados ao Pronto Atendimento (PA) do Hospital Regional de Guaíba para “avaliação ambulatorial” e liberados cerca de 1 hora e meia depois.
 
Conforme fotos obtidas no momento do atendimento dos funcionários afetados, é possível identificar que não foram submetidos a uma simples avaliação ambulatorial e liberados, mas receberam também cuidados médicos. Esta constatação corrobora com fatos anteriores, em que notas emitidas pela empresa buscam abrandar situações ocorridas.
 
A população local, assustada, acionou a Emergência Ambiental da Fepam, que buscou se informar, já que ainda não sabia do ocorrido, em seguida retornou a ligação para um morador, confirmando o vazamento, buscando tranquilizá-lo de que o gás não teria ultrapassado os limites da indústria, e solicitando que não acionasse a imprensa.
 
Neste momento, é necessário reiterar alertas e críticas já feitas para que não se naturalizem situações como esta. O vazamento de um gás como o dióxido de cloro é um evento grave contra a vida dos trabalhadores da empresa e pode acarretar em danos sérios à sua saúde.
 
A planta de celulose da CMPC, e sobretudo a planta química, área responsável pelos dois acidentes mais graves registrados desde o ano passado, consolida-se cada vez mais como uma gigantesca caixa-preta para a sociedade em geral, aumentando as dúvidas e os temores de quais seriam as consequências nocivas de um vazamento de maiores proporções que atingisse a comunidade que vive do outro lado dos muros da empresa e para toda a população de Guaíba. A comunidade não tem a mínima orientação de como agir em caso de emergência e o município não dispõe de estrutura hospitalar para atender um acidente que atingisse um grande numero de pessoas.
 
Deve também ser esclarecido pela empresa o registro de que nenhum dos trabalhadores atendidos no PA fazia uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) no momento do vazamento. É de conhecimento de todos que uma empresa do porte da CMPC terceiriza inúmeros serviços, e isto não está sendo contestado aqui, mas é alarmante saber que não há um controle efetivo para a utilização de ferramentas que garantam a segurança de empregados que respondem, sim, pela empresa quando estão dentro de seu perímetro. Neste sentido, é natural que esta preocupação da comunidade se estenda sobre outros setores da instituição, sobretudo em relação a mecanismos responsáveis pela redução dos impactos aos quais os bairros vizinhos à fábrica estão à mercê.
 
Outra questão seríssima é a postura da Fepam ao orientar um morador a não contatar a imprensa sobre o ocorrido. Esta infeliz solicitação, juntamente com outras impressões de omissão por parte do órgão ambiental e a demora e prorrogação de prazos para a resolução dos impactos sofridos diariamente, levam a população a colocar a Fundação em descrédito.
 
A direção da empresa e a Fepam novamente prestam informações insuficientes à sociedade, em atitudes que denotam um cuidado excessivo na supressão e na omissão de fatos, e não no esclarecimento transparente da situação, o que acaba gerando mais desconfiança e medo.
 
A AMA, em conjunto com a Comissão de Moradores do Balneário Alegria, continuam as cobranças à CMPC, Fepam, e Ministério Público, por maiores investimentos, por parte da empresa, em manutenção preventiva, monitoramento e controle de falhas mais eficazes, maior número de pessoal qualificado, melhor tecnologia de abatimento de emissões atmosféricas, ruídos e tratamento de efluentes líquidos, e, sem dúvidas, maior cuidado e respeito com a comunidade através de uma comunicação externa que saiba acolher as criticas e que seja verdadeira e transparente.
 

  
  
  
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