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Permacultura

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010

 
     

Experiência brasileira de Permacultura chega a Moçambique

  

Com a participação de 40 estudantes universitários, curso tem objetivo de estabelecer um centro de referência e treinamento em Permacultura  para trabalhar nas comunidades rurais.

  

Acervo de João Rockett    
Delegados africanos de cinco países comemoram realização do curso


Por Vera Damian, para EcoAgência de Notícias Ambientais

O presidente do IPEP – Instituto de Permacultura e Ecovilas da Pampa -, João Rockett, está em Moçambique para difundir as técnicas de  Permacultura. O curso realizado de 26 julho a 6 de agosto contou com o apoio da Universidade Eduardo Mondlane e com o Ministério de  Ciências e Tecnologias de Moçambique. Participaram 40 estudantes universitários, representantes do ministério e de ONGs locais.

A iniciativa integra o chamado PlanÁfrica, idealizado durante a Conferência Internacional de Permacultura (IPC8), em São Paulo, com a participação de vários delegados africanos de cinco países Zâmbia, África do Sul, Moçambique, Zimbábue e Malawi.

A Rede Came, organização não-governamental africana que trabalha na área da proteção à criança, adotou a proposta de trabalhar com  Permacultura como forma de atuar no combate às causas de problemas ligados  à falta de saneamento e saúde na infância com reflexos na pobreza, difusão da Aids e trafico de crianças.

Esse é o primeiro curso de Permacultura em Moçambique. “Nossa primeira meta é estabelecer um centro de referência e treinamento em Permacultura  para trabalhar nas comunidades rurais. A partir desse primeiro curso acreditamos que surjam demandas que venham ao encontro da difusão da Permacultura neste país, através de formação de agricultores e professores”, explica o presidente do IPEP, João Rockett.

Para ele, outro fator que contribuiu com essa tomada de decisão é que  no Brasil a Permacultura já foi bastante difundida. “A partir dos trabalhos que desenvolvemos pelos centros de Permacultura brasileiros foram capacitadas centenas de pessoas. “Temos vários exemplos e professores espalhados pelo país, facilitando cursos, criando espaços que promovem essa filosofia e dando consultorias nessa área. Enquanto isso, em alguns países da África, pouco se ouviu falar sobre este tema, e as carências são enormes”, complementa.

Segundo Rockett, os moçambicanos se identificam com o modelo de desenvolvimento brasileiro e não com o modelo europeu ou norte-americano. “Há uma admiração muito grande por nosso país e temos na verdade um compromisso ético com esse continente, uma dívida histórica, e uma aproximação cultural muito forte, pontua.

Além de João Rockett, do IPEP, também participam deste projeto representantes do Instituto de Permacultura da Amazônia-IPA, Jorje Nava e João Araújo, e Ali Sharif, coordenador da Permacultura América Latina – PAL.

  
  
  
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Autorizada a reprodução, citando-se a fonte.
 
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