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Clima

Terça-feira, 23 de Setembro de 2014

 
     

‘Não estamos aqui para conversar, mas para fazer história’, diz secretário-geral da ONU na Cúpula do Clima

  

Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar anualmente 650 milhões de toneladas de CO2  e nos últimos 10 anos reduziu o desmatamento em 79%, disse em seu discurso a presidenta do Brasil Dilma Rousseff.

  

Roberto Stuckert Filho/PR    
Presidenta Dilma Rousseff fala na Cúpula do Clima.


Por ONU Brasil

Reafirmando que para responder à mudança climática é necessário pôr “as mãos na massa”, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon convidou um novo grupo de parceiros à sede das Nações Unidas nesta terça-feira (23) – representantes de governo, setor privado, financeiro e sociedade civil – para uma cúpula que tem o objetivo de aumentar a ambição, mobilizar recursos e gerar ação para alcançar um acordo universal para o clima .

Mais de 120 chefes de estado e governo participam da Cúpula do Clima para anunciar sua visão e compromisso para alcançar um acordo significativo em 2015 para lidar com o aquecimento global, bem como mostrar ações concretas que já estão tomando para reduzir emissões, melhorar a resistência às mudanças climáticas e mitigar seus efeitos.

“Não estamos aqui para conversar. Estamos aqui para fazer história”, afirmou Ban, reforçando que há uma necessidade latente de que os países honrem o seu compromisso de manter a temperatura global abaixo dos dois graus Celsius. “A mudança de clima ameaça a paz que trabalhamos duro para obter e as oportunidades para bilhões de pessoas. Hoje estamos aqui para colocar o mundo em uma nova rota”, disse.

Lembrando que “ninguém é imune à mudança climática”, o chefe da ONU mencionou que o custo humano ao meio ambiente e o custo financeiro do aquecimento global estão rapidamente se tornando “insuportáveis”. No entanto, uma solução é possível, disse Ban, e economistas já demonstraram que o custo do investimento é muito pequeno comparado ao tamanho do benefício que trará para toda a humanidade e o planeta.

Representando o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff disse que as contribuições voluntárias de redução de dióxido de carbono no país tem contribuído de forma significativa para a diminuição global de emissões. Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar anualmente 650 milhões de toneladas de CO2  e nos últimos 10 anos reduziu o desmatamento em 79%.

“O Brasil não apresenta promessas, mas mostra resultados”, disse a representante brasileira, que acrescentou que as medidas adotadas pelo país mostram como é possível crescer economicamente enquanto ações sustentáveis para a proteção do meio ambiente e de geração de mais equidade social são realizadas.

O Mensageiro da Paz da ONU, Leonardo di Caprio, também foi convidado, representando as milhares de pessoas que marcharam nas ruas em todo o mundo no último domingo (21) para pedir ações urgente para um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

“Como ator, eu represento personagens fictícios que muitas vezes resolvem problemas fictícios. Acredito que a humanidade tem encarado a mudança climática da mesma forma, fingindo que se ela não existisse, poderia desaparecer. Mas não é assim”, comentou di Caprio. “Vocês podem optar por não fazer nada ou serem lembrados pela coragem que tiveram de sacudir a letargia e agir”, instou.
 

  
  
  
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