A Academia Americana de Medicina Ambiental divulgou documento com posição sobre os alimentos geneticamente modificados, afirmando que “os produtos transgênicos representam um sério risco a saúde”, ao mesmo tempo em que pede uma moratória imediata.
Citando vários estudos realizados com animais, a Academia dos EUA conclui: “Há mais do que uma associação casual entre os alimentos transgênicos e os efeitos adversos à saúde”.
No documento, a Academia ainda alerta: “Os alimentos geneticamente modificados representam um risco nas áreas da toxicologia, alergias, funções imunológicas, saúde reprodutiva, metabolismo, fisiologia e saúde genética.”
A Academia pede por:
Uma moratória sobre os alimentos geneticamente modificados, implementação de testes de segurança de longo prazo imediatos e etiquetação dos alimentos transgênicos.
Que médicos alertem seus pacientes, a comunidade médica e o público para que evitem os alimentos geneticamente modificados.
Que os médicos considerem o papel dos alimentos geneticamente modificados nas doenças de seus pacientes.
Mais estudos independentes de longo prazo que comecem a juntar dados para investigar o papel dos alimentos transgênicos na saúde humana.
“Vários estudos em animais mostraram que os alimentos geneticamente modificados causam danos a vários sistemas orgânicos no corpo. Com essa evidência volumosa, é necessário ter uma moratória sobre os alimentos transgênicos para a segurança de nossos pacientes e do público”, diz o médico Amy Dean, diretor de Relações Públicas e membro do Conselho da Academia nos EUA.
“Os médicos estão provavelmente vendo os efeitos em seus pacientes, mas precisam saber como fazer as perguntas certas”, diz a médica Jennifer Armstrong, presidente da Academia. “Os alimentos geneticamente modificados mais comuns que são consumidos na América do Norte são a soja, milho, canola e óleo de algodão”.
O comunicado da Academia sobre alimentos geneticamente modificados pode ser encontrado em http://aaemonline.org/gmopost.html. A Academia é uma associação internacional de médicos e outros profissionais dedicados a mostrar os aspectos clínicos da saúde ambiental. Mais informações são disponíveis em www.aaemonline.org.