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Amazônia

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

 
     

Os recursos oferecidos pela Amazônia são destaques na edição brasileira da revista The Ecologist

  

Reconhecida como uma das principais revistas ecológicas do mundo, ela destaca na matéria de capa “como o consumo ético pode manter as florestas vivas”.

  

EcoAgência/Divulgação    
Capa da The Ecologis faz um chamado para salvarmos a Amazônia


Por Juarez Tosi, especial para EcoAgência

O tema Amazônia, sempre presente na mídia, é o grande destaque da edição brasileira da revista The Ecologist neste outono de 2009. Lançada sábado (8), na Feira dos Agricultores Ecologistas da Avenida José Bonifácio, em Porto Alegre, a revista destaca na matéria de capa “como o consumo ético pode manter as florestas vivas”. The Ecologist é reconhecida como uma das principais revistas ecológicas do mundo com edições adaptadas para vários países, entre eles o Brasil. 

O modo de vida indígena também recebe uma referência especial na The Ecologist número 18, com o artigo “O Retorno ao Sagrado – Aprendendo com os Índios”, no qual a artista e antropóloga Maxine Shorto, explica o que as florestas, as águas e os rios significam para os indígenas. Ela destaca que o fundador da The Ecologist, Edward Goldsmith,  tem muita fé no modo de vida indígena. “A sociedade tribal, na sua visão”, diz Maxine Shorto, “é o modelo de um futuro ecológico, enquanto que a sociedade industrial é a raiz de todas as doenças e problemas sociais”. 

E acrescenta que no mundo idealizado pela indústria, as pessoas “são induzidas a viver em habitações industriais, viver como família nuclear, engolir uma comida cultivada com produtos químicos e respirar ar poluído”. Os pobres, no seu entender, estão mais expostos a essas condições tóxicas, enquanto que os ricos são aqueles que as constroem. “É um mundo de ricos e pobres”, complementa.

Maxine Shorto destaca que para Goldsmith, a saúde da sociedade é baseada no seu relacionamento com o meio ambiente. Como o povo indígena conservou um relacionamento sagrado com a natureza, eles desenvolveram uma maneira de viver sem destruir a sua saúde, a sua estrutura familiar e habitat. 

A revista traz, ainda, os textos do seu editor científico, Peter Bunyard, “Desenvolver a Amazônia? A forma de destruir de vez com o clima” e “Podemos sobreviver sem a Amazônia? Fonte de água e vida do planeta”.  Já o artigo Apetite Insaciável mostra como a expansão da agricultura de grande escala na América do Sul tem uma relação direta com o apetite voraz por carne e soja. 

O fundador da Rede Brasileira Agroflorestal (Rebraf), Jean Dubois, defende que o bom manejo das florestas nativas é uma das tarefas que devemos promover para mudar o mundo para melhor, com o texto “Não vale a pena destruir florestas nativas”.  Finalmente, um editorial da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), chama o Rio Grande do Sul de ‘O Governo Fora da Lei”, ao denunciar que o ex-promotor de Justiça e atual Secretário do Gabinete de Transparência de Yeda Crusius, Otaviano Brenner de Moraes, em agosto de 2008, quando secretário estadual do Meio Ambiente, durante “reunião-almoço na Federasul declarou ser contra o princípio da precaução (em virtude da pressão exercida pelas empresas de celulose e papel, que querem implantar extensas monoculturas de euca liptos no Pampa gaúcho) e fez críticas improcedentes e desrespeitosas aos ecologistas”. 

A edição brasileira número 18 da revista The Ecologist já está à disposição em diversos locais do país, mas pode ser solicitada diretamente aos editores, através do e-mail
theecologist@terra.com.br.

  
  
  
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