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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

 
     

Ministério Público será acionado pelo Movimento em Defesa da Orla para votação do dia 23

  

A solicitação ao MP é uma das definições do Movimento na campanha Voto Não ao Projeto Pontal do Estaleiro, integrada por mais de 50 entidades e organizações, entre ambientalistas, associações de moradores, sindicatos, artistas e músicos.

  

César Cardia    
Entrevista coletiva do Movimento Defenda a Orla


Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para o EcoAgência de Notícias

O Movimento Defenda a Orla vai entrar com pedido de fiscalização junto ao Ministério Público Estadual, para a Consulta Popular do projeto Pontal do Estaleiro, que será realizada em Porto Alegre, no próximo domingo, dia 23. Entre as 9h e 17h, a votação acontece em 330 urnas espalhadas em 89 pontos da  cidade. A solicitação ao MP é uma das definições do Movimento na campanha Voto Não ao Projeto Pontal do Estaleiro, integrada por mais de 50 entidades e organizações, entre ambientalistas, associações de moradores, sindicatos, artistas e músicos. A campanha tem ainda o apoio da Pastoral da Ecologia e da Casa de Cinema de Porto Alegre, que produziu um vídeo em Defesa da Orla do Guaíba, disponível no site http://www.youtube.com/watch?v=6ES79OfSKsw.

“Apesar da votação não ser obrigatória e da boca de urna estar autorizada, o momento que estamos vivendo e construindo é histórico. Por isso, queremos garantir a vigilância da consulta, para evitar os abusos que acompanhamos na última votação do conselho tutelar, que foi impugnada por coerção e transporte ilegal de eleitores”, afirma Paulo Guarnieri, primeiro secretário do Fórum de Entidades, representante da Associação dos Moradores do Centro, e integrante do Movimento em Defesa da Orla, durante coletiva à imprensa, realizada na tarde desta terça-feira, 18, na sede do Sindicato dos Bancários do RS, em Porto Alegre.

Os locais de votação podem ser conferidos no site http://poavive.wordpress.com/entidades-em-acao-contra-o-projeto-pontal-do-estaleiro/ ou através do Disque 156 (ligação grátis), disponível 24h/dia. A Consulta Popular seguirá os mesmos moldes da votação para Conselheiro Tutelar. Serão utilizadas as urnas eletrônicas do TER que, juntamente com a Prefeitura, está organizando o pleito. Deverão ser impressas três mil cédulas de votação eleitoral, como forma de prevenção à falha de urnas.

Esperança

“Tenho particular esperança que vença o Não”. A afirmação é do arquiteto e urbanista Nestor Nadruz, segundo coordenador do Fórum de Entidades e conselheiro da Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), ao observar que “estamos na reta final desta polêmica que está acontecendo na área também conhecida como Ponta do Melo”. Nadruz se diz satisfeito com a repercussão “extraordinária” pelo voto ao Não. “Tem muita gente que está se dando conta de que não quer nem prédios comerciais na Orla do Guaíba, muito menos neste local, cuja área é de preservação permanente e de interesse cultural e turístico da cidade”, diz o arquiteto, ao enfatizar que “a briga que vem depois é depois. Agora temos é que acabar com essa manobra injusta de mercantilizar a Orla”.
A representante da Associação de Moradores do Bairro Ipanema e integrante da Agapan, Sandra Ribeiro, lembra que há 21 anos ambientalistas subiram a chaminé do Gasômetro, numa manifestação de repúdio ao projeto Praia do Guaíba. “Hoje, a Orla do Guaíba está em jogo. Não podemos dar a Orla de bandeja para a especulação imobiliária”, defende Sandra, ao conclama a população para a votação.
Para Guarnieri, a expectativa de participação é positiva, pois “mais de 12 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado mantido pela Agapan”, através do site www.agapan.org.br. O representante do Movimento destaca o desejo de garantir a sustentabilidade da cidade, “equilibrando interesses ambientais, sociais (de inclusão) e econômicos”.

“O Executivo não olha para onde a cidade está se dirigindo, na busca por lazer, superlotando Ipanema, o Gasômetro, a Redenção e os demais parques de Porto Alegre”, destaca Anadir Alba, do Centro Comunitário pelo Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Assunção. “A população está crescendo e necessita de espaços naturais e ao livre para curtir”, finaliza.

Além das entidades que já integram a Frente do Não, manifestaram apoio movimentos populares, como Associação de Moradores Fim da Linha do Alameda e Comissão de Moradores da Rua da Represa, ambas do Bairro São José, a Associação de Moradores Quinta do Portal, do bairro Lomba do Pinheiro, a Pequena Casa da Criança, da Vila Maria da Conceição, e as Associações do Clube de Mães Batista Xavier, de Moradores da Vila São Pedro, Associação de Moradores Estrela Cristalina e de Moradores Paulino Azurenha, todas do Bairro Partenon.

  
  
  
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